JORGE AMADO COMO INTELECTUAL MEDIADOR: ATUAÇÃO ANTI-IMPERIALISTA NA GUERRA FRIA (1948–1953)
Analisa Jorge Amado como intelectual mediador e anti-imperialista entre 1948 e 1953, no contexto da Guerra Fria e da ilegalidade do PCB.
Esta pesquisa de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), atualmente em desenvolvimento, advém do plano de Iniciação Científica intitulado “A Intelectualidade Baiana no Século XX: A atuação de Jorge Amado como um intelectual anti-imperialista (1950–1989)”. O estudo representa um desdobramento e aprofundamento teórico da investigação anterior, redefinindo o recorte temporal e analítico para concentrar-se nos anos de 1948 a 1953, período marcado pela intensificação das tensões da Guerra Fria e pela ilegalidade do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
A pesquisa tem como objetivo analisar Jorge Amado como intelectual mediador, inserido nas disputas culturais e políticas do pós-Segunda Guerra Mundial. Parte-se da compreensão de que sua atuação não se limitou à produção literária, mas envolveu a articulação de redes internacionais, participação em congressos pela paz, inserção no mercado editorial e circulação transnacional de ideias vinculadas ao movimento comunista.
A obra O mundo da paz (1951) constitui o eixo central da análise, sendo examinada como instrumento de mediação cultural e intervenção política no debate público brasileiro. A partir da noção de intelectual mediador, busca-se compreender como Jorge Amado atuou na tradução simbólica do projeto socialista para o público nacional, articulando literatura, militância e diplomacia cultural em um contexto de intensa polarização ideológica.
Ao investigar essa atuação, a pesquisa contribui para os estudos sobre Guerra Fria cultural no Brasil e para a compreensão do papel dos intelectuais na formação de culturas políticas no século XX.
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